Mostrando postagens com marcador mistério. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mistério. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ovni na Amazonia!?

Isso não é novidade aqui no pulmão do mundo (Amazônia), desde as décadas de 80 a 90, relatos de luzes e naves, com alta velocidade cruzando o céu, vem amedrontando o povo que mora na região, muitos chegaram a dizer que eram apenas relatos falsários de pessoas que queriam aparecer na mídia, outros acreditam com veemência na existência de algo sobrenatural.
Para quem acompanha os jornais, já devem ter ouvido falar de novos relatos acontecendo na redondeza do Acre e Amazônia, MAS! Com a inclusão digital, proposta pela presidência, os relatos param de ser apenas boca-a-boca e agora vai para os famosos sites de vídeos e sites de relacionamentos muito rápido! ao ponto de fazer alvoroço em pessoas que acreditam em tudo que as pessoas botam na internet.

Esta reportagem foi feita pelo jornal local da região.


Tirada da torre Eduardo Gomes, o aeroporto de manaus, trecho de uma conversa entre o locutor da torre e o piloto da gol.




Tirem suas conclusões... Como o repórter falou no primeiro vídeo: queremos apenas uma explicação lógica para que os nosso conterrâneos não fiquem amedrontados por desconhecer.



(Se eu não me engano saiu no jornal da tarde (rede globo) sobre o ocorrido, mas sem sensacionalismo apenas foi citado umas luzes estranhas na redondeza da cidade Cruzeiro do Sul) A mídia não se envolve tanto, pois sabe que esse assunto é bastante polemico e caso não haja um baseamento teórico pode perder a credibilidade da emissora. (E é uma pena, pois isso era para ser divulgado para o resto do mundo.)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um Viajante do Tempo flagrado em foto de Museu?

Viajante do tempo?
“Reabertura da ponte de South Fork depois da inundação de novembro de 1940. 1941 (?) – Ponte South Fork, Gold Bridge, B.C., Canadá”
É a descrição para a fotografia exibida na seção online de histórias do Museu Bralorne Pioneer de British Columbia, Canadá. A imagem pode ser vista especificamente nesta página (role até a metade), em meio a outros itens que seriam do acervo da exposição virtual. Notou algo diferente?
O homem que parece usar óculos escuros modernosos ainda se veste de maneira despojada – para os padrões bem atuais – e segura uma câmera fotográfica portátil.
A conclusão não poderia ser outra: seria um viajante do tempo capturado em 1940!
Se a história que lembra o enredo de um filme já parece fantástica, o detalhe mais engraçado que encontrei ao me deparar com mais esta lenda que nasce pela rede foi a resposta a um comentário cético – ou cínico – sobre como parece duvidoso que um viajante do tempo resolva visitar a reabertura de uma ponte nos confins do Canadá em 1940 ao invés de algo um pouco mais interessante historicamente, como a crucificação de Jesus ou o nascimento de Hitler.
Ao que veio a resposta: “Claro, porque até onde sabemos nada de importante aconteceu naquele local, naquela data, certo? Quem garante que em outra linha temporal algo extraordinário não deveria ter ocorrido?”.
Realmente, quem garante? Mas antes de mergulhar de cabeça em fabulosos roteiros de Hollywood, voltemos um pouco à realidade. A fotografia realmente mostra um viajante do tempo?

A fonte

Como já comentamos, a imagem está disponível no sítio online oficial dos museus do Canadá. Seria parte da exibição “Their Past Lives Here”, que teria sido exposta pelo menos desde o ano de 2004. Parece estar online desde fevereiro deste ano, possivelmente antes. A imagem com o “viajante do tempo” só foi notada como tal no final de março, quando foi indicada em alguns dos principais sítios onde este tipo de história pode ser disseminada: o fórum Above Top Secret, o agregador FARK e outros.
A princípio, dada a fonte, confiaríamos que seria uma fotografia autêntica, tomada pouco depois de 1940. Uma Error Level Analysis sugere que a imagem não foi manipulada digitalmente, ou pelo menos que, se foi, o manipulador foi perspicaz o suficiente para normalizar o erro por toda a imagem.
Como explicar o “viajante do tempo”?
viajantes 

Nem tão fora de lugar

Como alguns membros do fórum ATS, como “Outkast Searcher”, notaram, apesar de parecerem muito modernas as roupas e mesmo os óculos vestidos pelo sujeito podiam ser encontrados na década de 1940. Abaixo vemos óculos similares usados pela atriz Barbara Stanwyck no filme “Double Indemnity” (1944):
annex-stanwyck-barbara-double-indemnity_02
Já as roupas também podem ser encontradas na época. Acostumados como estamos à moda atual, presumimos que o homem veste uma camiseta com uma estampa, algo um tanto anacrônico. Note contudo que ele poderia bem estar usando, e em verdade tudo indica que estava usando ao invés uma blusa. E blusas com insígnias bordadas não eram tão raras:
11189
O casaco poderia ser um casaco crochetado à mão com botões à frente. Algo que sem dúvida já existia na década de 1940.
Finalmente, apesar de alguns comentários sobre a câmera também ser anacrônica, o fato é que não é possível ver bem seus detalhes. Sem dúvida é uma câmera antiga. Já se encontraram câmeras de poucos anos depois muito similares, e é mais do que plausível que se encontre um modelo idêntico disponível no início da década de 1940.
Isto é: ainda que esta foto seja autêntica, que retrate fielmente uma cena, um homem e seus curiosos óculos e roupas há 70 anos atrás, não deve ser por si só a prova que tantos gostariam de um viajante do tempo.

Nem tão novo


Apesar de ser uma nova história sensacional a partir de uma fotografia disponível em museu online canadense, histórias e mesmo imagens de supostos viajantes do tempo não são novidade. A lenda mais circulada na rede é a de Andrew Carlssin, o viajante do tempo do século 23 que apareceu subitamente em Wall Street no ano de 2003. Aos que levem a história a sério, é preciso informar que foi inventada pelo tablóide Weekly World News, conhecido por histórias absurdas como a pílula para eliminar flatulência, e que explorou toda a saga com bom humor.
andrewcarlssinwwn
Também há a história de John Titor, um enredo elaborado envolvendo um viajante do tempo participando em fóruns de discussão pela rede! Apesar do que algumas páginas na rede lhe dirão, é preciso informar que quase todas as previsões que “Titor” fez sobre o futuro de onde veio mostraram-se incorretas. Incluindo a criação de mini-buracos negros em 2001 e uma guerra civil que se iniciaria em 2004 nos EUA, eventos que fariam com que não fossem mais realizados jogos olímpicos depois dessa data. Nada disso se concretizou.
Há alguns anos também circulou, se bem me lembro, a fotografia de um sujeito com um corte de cabelo em estilo “Moicano” frequentando um festival, anos antes que tal estilo se tornasse comum com o movimento punk. Infelizmente não pude encontrar referência a este episódio (teria sido apagado pelos viajantes do tempo?), mas pelo que me lembro os comentários já haviam notado que embora incomum, o corte de cabelo “moicano” não era tão raro assim mesmo antes de se popularizar. Precede mesmo a tribo Moicana.
Tudo lenda, tudo ficção, tudo engano.

Fim de assunto?

Por certo que não! Apesar de tudo sugerir que a imagem seja autêntica e retrate um homem um tanto deslocado, mas não no tempo, é possível que seja sim uma manipulação digital. Afinal, inserir figuras modernas em imagens antigas não é nada difícil. Uma série que fez sucesso recentemente coloca super-heróis modernos em fotos históricas:
agan
É possível que uma fraude elaborada inserisse uma fotografia manipulada entre o acervo de um pequeno museu canadense? Bem, é possível.
Olhemos de novo a fotografia. Preste atenção no braço direito do “viajante” segurando a câmera: uma olhada mais atenta sugere que o braço direito pertence em verdade ao homem de terno atrás dele. Por que o braço de outro homem estaria nesta posição? Há mesmo espaço para o “viajante do tempo”, que já parece muito alto, ficar de pé nessa imagem?
viajantes
Ou seria apenas uma perspectiva incomum, sendo que o braço do homem ao fundo apenas parece estar sobre nosso “viajante do tempo”, chegando mesmo a tocar a máquina fotográfica? Ou seria mesmo o braço do “viajante do tempo”, apenas em uma posição diferente?
Se esta é uma manipulação digital, por que seu autor inseriria um homem com trajes que embora incomuns, sim poderiam ser encontrados na década de 1940? Por que colocar em suas mãos uma máquina fotográfica que parece à primeira vista apenas alguns anos fora de época? Por que não inserir o logotipo de uma empresa criada décadas depois, como NIKE?
Muitas perguntas, para a resposta de que este que escreve aqui simplesmente não sabe se a fotografia é ou não autêntica. É preciso deixar claro que, com certeza, e até onde sabemos, não é algo como uma prova da viagem no tempo. Afinal, repetindo, tudo que o homem veste poderia ser encontrado em 1940. Mas realmente não posso dizer se ou por que poderia ser forjada. Presumo que seja autêntica e que o braço deslocado seja apenas uma perspectiva incomum, porém preciso admitir minha incerteza.

Contato de 4° grau não é baseados em fatos reais.

contatosdequartograu

Contatos de Quarto Grau” (The Fourth Kind, 2009) é um thriller provocativo que ocorre no povoado de Nome, Alaska, onde — “misteriosamente” desde a década de 1960 – a todo ano resulta um número desproporcional de pessoas desparecidas.
O diretor e escritor do filme, Olatunde Osunsanmi, diz que esta foi baseada em fatos reais. Supõe-se que desde a década de 1960 ocorreu uma série de desaparecimentos e mortes misteriosas.
Nesta remota região, a psicóloga Dra. Abigail Tyler (interpretada por Milla Jovovich) começa a filmar suas sessões de hipnoterapia clínica com pacientes traumatizados e, sem saber, descobre algumas das evidências mais inquietantes de abduções alienígenas que já foram documentadas.
TheFourthKind1
Usando “imagens de arquivo nunca antes vistas”, integradas ao filme, “Contatos de Quarto Grau” expõe as terríveis revelações de múltiplas testemunhas. Todos os pacientes relatam ter sido visitados por figuras extraterrestre e compartilham detalhes inquietantemente idênticos.
Para mim o mais assombroso é que nunca havia ouvido falar destes casos de abdução em Nome, nem da doutora Tyler. Bem, dirão os ufólogos, não há porque você deveria conhecê-la mesmo. Verdade! Mas mesmo a comunidade ufológica crente em abduções desconhece o caso (e se supõe que deveriam estar cientes), o que é muito pouco comum…
O que há de verdade em todo este assunto? Quem é a doutora Abigail Tyler? Existe o Alaska Psychiatry Journal (onde, supostamente, a doutora publicou suas investigações)? São reais os “vídeos das sessões de hipnose”? Foram abduzidos os habitantes de Nome?
Comecemos por esta parte. Em 2005 o FBI enviou detetives de homicídios para investigar uma série de desaparecimentos e mortes sem solução em Nome, Alaska. A maioria das vítimas eram campesino indígenas. Entre os anos 1960 e 2004, mais de 20 pessoas morreram ou despareceram misteriosamente. Originalmente pensou-se que os desaparecimentos estavam vinculados a um assassino em série. O FBI determinou que não era o caso, e a conclusão final dada a conhecer em 2006 estabelece que “o consumo excessivo de álcool e um duro clima invernal” eram os culpados pelos desaparecimentos.
TheFourthKind2
Como vemos, não se fala nada de extraterrestre nem de abduções. Mas talvez se deva ao encobrimento (esta “explicação” sempre é usada por ufoloucos). Busquemos, então, à doutora Abigail Tyler, de Nome, Alaska. Google nos dirige ao site do Alaska Psychiatry Journal, que proporciona uma “biografia” da doutora Tyler com “artigo relacionados” a temas de transtornos do sono, problemas emocionais, hipnoterapia e terapia de regressão. NO entanto, o website não tem uma página web ou informação de contato. Uma verdadeira publicação médica online teria essa informação.
O Alaska Psychiatry Journal não existe. Caso se leia o chamado “estudo de caso” e pergunte a alguém que tenha tido aulas de psicologia na universidade, alguns dirão que esta não é a forma como se escreve um artigo acadêmico, não há nenhuma citação nem fontes. Também, caso se leia, é como se um estudante de primeiro ano de psicologia houvesse escrito o artigo de investigação, não um “estudo de caso” redigido por doutores. Todavia o pior é o artigo dos “doutores” Burden e Tyler.
Fazendo uma busca rápida no Whois do endereço URL, resulta que está registrado através de uma companhia de fachada, preservando assim a identidade dos responsáveis, o que torna o site anônimo. E que nem sequer existia até 13 de agosto de 2009. Assim há dúvidas muito sérias de que seja legítimo e, o mais provável é que seja marketing viral do filme. [O site já se encontra fora do ar, poucos meses depois].
Tudo isto nos leva à conclusão de que os websites que mencionam a doutora Tyler são um estratagema de marketing viral, como a promoção para o filme 2012 e o Institute for Human Continuity.
Buscando no diretório do Estado, as organizações psiquiátricas, as universidades que proporcionam licenças, de nenhum deles consta a doutora ou sua prática. Na web há uma falta geral de informação, escolástica e pessoal de Abigail.
Outro problema são as cenas de Nome que aparecem nos “clipes reais”. A cidade que se mostra não é Nome, Alaska. Nome está em Sonda, não encravada em um vale de montanha. “O diretor da Câmara de Comércio de Nome, Mitch Erickson, viu trechos do filme. ‘Essa Nome fictícia é um lindo lugar’, disse. ‘Gostaria que tivéssemos essas árvores’. A Câmara Oficial de Comércio refuta a informação e publicação do estúdio de filmagem.
nomehollywoodreal 
Acima, comparação da Nome fictícia (esquerda) com a cidade real.
Com relação aos mesmos “clipes reais” ou “imagens de arquivo”. Toda menção a eles está em sites suspeitos que não têm informação de contato, que surgiram coincidindo com o lançamento do filme.
Finalmente, o próprio site do filme nos proporciona vários links, mas nenhum deles relacionado às supostas abduções de Nome. Há um blog em particular que descreve toda a atividade ufológica no Alaska. Para Nome só há 8 casos que vão de janeiro de 1908 a setembro de 1967. Nenhum deles é de abdução e não há nada nos anos 2000.
[Após o lançamento do filme, em novembro de 2009, jornais do Alaska também protestaram porque o marketing do filme chegou ao ponto de não apenas inventar periódicos fictícios como o Alaska Psychiatry Journal, como criar artigos falsos para publicações reais como o Daily News-Miner, que o negou veementemente.]